WS Aircraft Museum

North American T-6

O WS Aircfrat Museum é a melhor opção de lazer para levar o seu ânimo às alturas!

North American T-6 é um avião monomotor, de trem de aterragem convencional, retrátil, destinado à instrução e ao treino de pilotos, e também utilizado em combate em diversos cenários como a Segunda Guerra Mundial, a Guerra da Coreia e, mais recentemente, a Guerra do Ultramar Português.  Foi um dos aviões mais utilizado pelas diversas forças armadas mundiais. No Brasil, a nacele do piloto foi modificada pelo piloto veterano da Segunda Guerra Mundial Pedro de Lima Mendes.

O T-6 vinha causando muitos acidentes aéreos no Brasil, e em muitos deles o piloto não conseguia saltar por não conseguir expelir a nacele. Vendo isso, Lima Mendes projetou um novo tipo de nacele para o T-6, enviando o protótipo para a North American, cujo modelo passou a ser usado no mundo todo. Porém, em 1947 Lima Mendes morreu em acidente aéreo envolvendo dois T-6, não conseguindo saltar por um problema na nacele que criara.

No Brasil

Força Aérea Brasileira operou a versão AT-6D entre 1947 e 1976. O T-6 serviu à FAB por 34 anos, foi fabricado sob licença no Brasil entre 1946 e 1951 na fábrica de aviões de Lagoa Santa, Minas Gerais. No total, 81 unidades foram produzidas em Lagoa Santa, somando-se ao total mundial de 15.495 aviões. Foi utilizado em missões de treinamento avançado, tiro, bombardeio, patrulha e demonstração aérea. Esta última, na equipe de demonstração aérea da FAB, a Esquadrilha da Fumaça, onde efetuou cerca de 1.270 apresentações ao longo de 23 anos de serviço ativo. Com o avião a esquadrilha exibiu-se em todos os Estados brasileiros e no Uruguai, Paraguai, Argentina, Guiana, Venezuela, Panamá e Guatemala. O Museu Aeroespacial tem em seu acervo a aeronave matrícula FAB 1.552, voada pelo Coronel Antônio Arthur Braga, recordista mundial de horas de voo em aviões T-6 e comandante da Esquadrilha da Fumaça. Prova sua robustez e eficiência até hoje ser empregado em demonstrações acrobáticas, executando manobras de precisão e alto desempenho em vários cantos do planeta. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe o “North American Team”, esquadrilha que realiza acrobacias com as aeronaves em formação.

Na Base Aérea de São Paulo (BASP) há um T-6 em frente ao prédio do Comando, e tendo ao fundo o imenso Aeroporto de Cumbica, Guarulhos. Um T-6 guarda a praça de entrada da Base Aérea de Campo Grande, Mato Grosso do Sul e simboliza a esquadrilha de reconhecimento e ataque n° 42 (ERA-42), integrada pelo então Tenente Chaves Filho (homenageado pela praça); um T-6 NA44 está em um monumento na praça da prefeitura municipal de Rio Negrinho, SC em homenagem ao piloto da FEB que morreu na Itália em 1944, tenente Oldegar Olsen Sapucaia. Em Brusque no Parque Leopoldo Moritz existe outro exemplar do avião North American T-6D, exposto. Na EPCAr,em Barbacena está exposto um T-6 no Pátio da Bandeira. Em Pirassununga, existem duas aeronaves T-6 estáticas, sendo um na Praça do Avião (matrícula 1647) e outro no interior da Academia da Força Aérea. Em Lagoa Santa, na entrada do PAMA/LS existe um T-6 espetado.

Nosso Acervo

Em nossa coleção temos uma aeronave T-6D (1943) que efetivamente voou na 2ª ELO (Esquadrilha de Ligação e Observação).

A 2ª Esquadrilha de Ligação e Observação – 2ª ELO foi criada em 6-VI-1956 e ativada em 31-IV-1957. Sua missão é a de operar em conjunto com a Marinha do Brasil, em missões de ataque à superfície (terra ou água). Sediada inicialmente na Base Aérea do Galeão, a 2ª ELO operou inicialmente North-American T-6. Em 1963, devido a atos subversivos ocorridos no país, a 2ª ELO foi transferida para Brasília, para apoiar o Governo. Dentre as missões realizadas pela esquadrilha nesse período, destacam-se os vôos de reconhecimento e escolta à comitiva do Presidente Tito, da Iugoslávia, então em visita oficial ao Brasil.

No mês de julho de 1963, a 2ª ELO deslocou-se para Natal, a fim de efetuar o treinamento e instrução dos Aspirantes da FAB. Em agosto do mesmo ano, a esquadrilha encontra-se em Foz do Iguaçu, a fim de reprimir o contrabando de café.

Em janeiro de 1965, a esquadrilha passou a operar também os Pilatus L-3 e os North-American T-28, ambos os tipos tendo sido previamente operados pela Marinha do Brasil. Em agosto de 1965, a 2ª ELO foi transferida para a Base Aérea Naval de São Pedro d’Aldeia, pertencente à Marinha, aonde permaneceu por quase 30 anos. Em 1974, os T-6 foram substituídos pelos Neiva T-25 Universal. Nesse mesmo ano, os Neiva L-42 Regente também foram recebidos.

Além de operar em missões de apoio à Marinha, realizando ataques simulados às suas unidades de superfície, também a 2ª ELO operou em manobras conjuntas com o Exército, realizando missões de reconhecimento armado e de controle aéreo avançado.

Fonte:  http://www.rudnei.cunha.nom.br/FAB/

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